Salariômetro (FIPE)

Salariômetro (FIPE) indica que, em virtude da inflação acumulada em julho de 2020 ser de apenas 2,7%, o equivalente a 60% das negociações de data base ocorridas em junho registraram reajuste igual ou acima do INPC (clique aqui para DOWNLOAD).

O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda aponta que já foram realizados 16,3 milhões de acordos com base na suspensão de contratos ou redução de jornada/salários. Na segunda-feira (24/08), o Governo editou novo decreto prorrogando o prazo para adoção das medidas por mais 60 dias, totalizando em 180 dias o prazo para adesão das medidas.

Em julho, o Brasil abriu 131 mil vagas de trabalho, revertendo a queda iniciada com a pandemia. A Secretaria de Trabalho começa a regularizar o fornecimento de informações do Caged, o que permite a retomada de análises.

NEGOCIAÇÕES EM JULHO DE 2020

Mesmo com a crise, os dados mostram que em julho de 2020, apesar da alta da inflação acumulada em 12 meses para 2,7% (INPC julho/2020), o resultado das negociações já fechadas no mês apontam um ganho no reajuste real de 0,3%, conforme gráfico do Salariômetro abaixo.

No mês de julho, 60% das negociações concluídas apresentaram reajuste acima da inflação, percentual próximo ao registrado nos últimos 12 meses (60,6%).

Vale ressaltar que essas poucas negociações concluídas tendem a ser mais concessivas que as fechadas posteriormente, para a mesma data-base.

Em virtude da alta da inflação em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o INPC acumulado teve leve aumento. Estimativas do Banco Central apontam que a projeção da inflação esperada para as negociações sobem até 3,3% em novembro, caindo até 2,2% em janeiro/21. Na sequência, volta a subir até 3,7% em junho/21. As projeções estão em linha com as feitas no mês anterior.

Fechamento de Negociações de Data-Base

Em comparação com os primeiros sete meses de 2017 (pré-implantação da Reforma Trabalhista), a quantidade de ACTs registradas no mesmo período de 2020 recuou 27%, enquanto o de CCTs reduziu 35%. Em relação à 2019, no caso dos ACTs, o volume registrado em 2020 é ligeiramente inferior.

Destaques da edição de agosto

Esta edição traz alguns destaques importantes:

  • As atividades as quais estão fazendo mais negociações são as da indústria de transformação; de comércio; de alojamento e alimentação; e de atividades administrativas.
  • Os estados com maior quantidade de negociações coletivas registradas foram em São Paulo (32,5%); Rio de Janeiro e Minas Gerais.
  • Em relação à redução de jornada de trabalho, nos ACTs e nas CCTs, o mais comum tem sido a diminuição em 50% do expediente.

Há diversas outras informações de interesse que podem ser acessadas no Salariômetro.

Brasil abre 131 mil vagas em julho

Dados do Caged apontam que o Brasil abriu 131.010 vagas em julho. Os setores com maior criação de postos de trabalho foram a Indústria (53.590) e a Construção (41.9860). O setor de Serviços (- 15.948) foi o único a registrar saldo negativo no mês.

No ano, o saldo é o fechamento de 1,1 milhão de postos de trabalho. Desde o início da pandemia, foram fechados 1,44 milhão de vagas. O mês de julho apresentou o primeiro mês com saldo positivo desde março. No gráfico abaixo consta o comparativo de cada mês de 2019 e 2020.

Esse foi o melhor resultado para o mês de julho desde 2012.O ano de 2020 tem os seguintes registros:
 

  • O setor de Serviços registrou o fechamento de 536.492 postos de trabalho, seguido do Comércio (453.492). Os setores da Agropecuária (86.217) e Construção (8.742) registraram saldo positivo.
  • Os estados com a maior perda relativa de vagas foram Pernambuco (-5,09%); Sergipe (-5,35%); Rio de Janeiro (-5,93%); Alagoas (-7,78%).
  • No período, o trabalho intermitente registrou saldo positivo de 27.487 postos, enquanto o parcial registrou saldo negativo de 10.568.
  • Os desligamentos por comum acordo foram 102.289, 1,14% do total de desligamentos.

Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda

O Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda já alcançou 16,3 milhões de acordos (9,6 milhões de trabalhadores). Desses, quase metade (7,2 milhões) tiveram os contratos suspensos. Entre as reduções, a mais comum vem sendo o equivalente a 70% (3,3 milhões).



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